Sacavém. Coisa para serem umas 15h. Dou entrada num dos espaços culturais de maior requinte da cidade: a barbearia do Teixeira.
Saúdo o anfitrião com um "viva", recebo um "olá, tá bonzinho?". Já sentado no cadeirão da glória atiro - "o costume, Teixeira".
A conversa começa com a eliminação do Porto da Champions. Teixeira, adepto não doente dos azuis mas, ainda assim, arreliado, diz-me que é uma chatice porque "os gajos" até podem não jogar nada mas têm jogadores que resolvem.
Está presente em qualquer enciclopédia com pó que a conversa de barbearia obedece à Santíssima Trindade - Futebol, Tempo, Política. Teixeira não difere desta troika mas resvala da política para a crise. E é aqui que descamba tudo! Às tantas, o barbeiro entra a pés juntos: "Você sabe, não é, que isto no tempo da revolução neo-liberal..."
Poupo-vos à lição de história que me fez sair pouco antes das 16h e, consequentemente, a atrasar-me na entrada ao trabalho. Primeiro pela duração da conversa e depois porque a expressão "neo-liberal", dita numa barbearia, deu cabo de mim. Não fosse a barbearia do Teixeira local de macho e teria-me comovido ainda lá dentro. Grande Teixeira!
20 anos que ficam
Há 5 meses



1 comentários:
E quando o apanhares na esplanada pergunta-lhe: Então o que dizem os astros Teixeira?? loloolololol
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