Se há desporto que nunca puxou a atenção deste menino foi o golfe. Até hoje. De manhã, pela fresca como se quer, ala para a Costa para a primeira incursão pelo mundo da tacada.
Sentimento bom: Os dois compinchas que me acompanharam sabiam jogar o mesmo que eu. Tivémos direito aos ensinamentos próprios de quem nunca jogou. Como pegar no taco (atenção às piadas), posição de pernas, ombros, puxar a culatra atrás e dar-lhe.
O treino não foi num green natural. Nem podia. Seria como dar oportunidade para marcar a Caicedos. Relva sintética e toca a treinar o swing.
No rescaldo, uma manhã muito bem passada e a conta final de mais três fãs para o mundo do golfe. Gostei de jogar e quero voltar a experimentar.
P.S. - A dor no braço esquerdo. Intensa. Daquelas que doem...
Toda aquela tristeza de ver partir uma pessoa que sempre nos habituámos a ver e que apesar de não conhecermos pessoalmente, parecia ser da nossa família.
A haver algo do lado de lá da fronteira está, de certeza, muito mais animado agora.
Chegámos a tempo do concerto do Jamie Lidell, o primeiro dos que fica na memória destes três dias de SBSR. Deu para animar as hostes e para deixar todos bem dispostos. Aperitivo ideal para o concerto que se seguiu, o do Mayer Hawthorne. Álbum brutal a escorrer pela voz do tipo vestido de calças e casaquinho branco aperaltado com um papillon que deixa o Baptista-Bastos corado de vergonha.
After dinner, tempo para deixar um ouvido para Cut Copy e outro para Beach House. Dos últimos, já se sabia como era após o concerto do Lux. Seguiu-se Grizzly Bear, grupo que confesso não conhecer muito, antes de nova investida ao palco principal para ver Pet Shop Boys, surgidos do meio do fumo com caixas na cabeça. Do que vimos pareceu que o concerto se desenrolou pelo melhor. Foi já ao som de Always On My Mind que o cansaço da carcaça nos obrigou a retornar a Lisboa. Primeiro dia estava fechado.
Dia 2 - Sábado
O segundo dia de SBSR podia apenas chamar-se de dia do Patrick Watson. Grande concerto, a comprovar aquilo que já se havia dito aquando do SuperBock em Stock. Grande artista e muito boa interacção com o público. Nem o som dos Vampire Weekend, ao fundo, estragou o concerto. E, caraças, cantou a To Build a Home!. Antes, já Holly Miranda tinha feito as delícias naquele palco que, apesar de apelidado de secundário, nada teve disso.
Ainda antes do Patrick Watson, houve Julian Casablancas e também Hot Chip. Deu para ouvir o último grande hit dos Hot Chip, One Life Stand, que arrancou pessoas e pó do chão.
Já no final, o disparate. Aguentar ao frio pelo início do concerto de Leftfield. Não! Ok? Não! O sábado que deixou de ser sábado para passar a ser dia do Patrick Watson estava feito.
Dia 3 - Domingo
Provavelmente o melhor dos três dias! Começou bem e em português. O Jorge Palma é o Jorge Palma. E é ainda mais Jorge Palma quando tem o 'Gang' a acompanhar. Grande final de tarde! Logo de empreitada, ouviu-se Stereophonics, que captou a atenção deste vosso amigo nas músicas mais conhecidas mas que não passou muito mais disso.
Nos dias que antecederam o festival, a chatice instalou-se. The National ao mesmo tempo do que Sharon Jones & The Dap-Kings? Ora, nós que lá estivémos, agradecemos a intuição para ouvir a senhora Sharon. Perdão... A Senhora Sharon! Primeiro concertaço da noite! Que voz, que vitalidade, que interacção com o público! E ainda voltou atrás para acalmar os seguranças que se preparavam para fazer coisas beras a um fã mais entusiasmado. Sharon, quase de certeza estás a ler isto pelo que vê lá se voltas para mais um concerto, sff. Vá, vai na paz.
E depois? Bom, depois houve Prince. Apesar da estatura pequena, o homem vê-se no palco. Digam o que disserem, todos os que tiveram a sorte de estar naquela noite no recinto do festival, estiveram perante um dos senhores da música de todos os tempos. Segundo concertaço da noite! Até houve tempo para fado, com a melhor amiga, companheira, namorada, jovem para dar umas trincas, Ana Moura. E safou-se, o raça do 'principezinho', como lhe havia chamado o Palma, há uma horas atrás.
Depois do Prince, não podia haver mais nada, daí que os Empire of The Sun já não contaram connosco. Fim de três dias de muita música e o desejo que o SBSR do ano que vem seja tão bom como este que passou.
Notas que ficam:
1. Muito pó inalado. Não o do cartel da Colômbia mas o do cartel do Meco. 2. Zona de restauração boa, com muita variedade. Vamos ver se controlamos os preços das bebidas. 2€ por buja, 1,5€ por garrafa de água é muita bobagem junta. 3. Saídas do estacionamento. Ficar hora e tal para andar 300 metros não é nada. Tenham juízo e vejam lá se melhoram para o ano.
...estaremos a afiar as gânfias no Meco, à espera do Prince. Será o culminar de um fim-de-semana que se adivinha muito bom. Início de dia na praia, para o bronze, e final de tarde/noite para assistir à catrefada de concertos.
Muita música para ouvir com a melhor das companhias. Quem me dera já lá...
P.S.- Primeira vez, muito provavelmente, que é escrita a palavra "gânfias" neste blog.
Há situações que conferem prestígio a um gajo. Neste caso, o prestígio é repartido por quatro. Os estarolas que compõem a Estupidologia aparecem na edição desta semana da revista Time Out, num artigo sobre o programa Caça ao Cómico. A fotografia em questão dis respeito à nossa actuação, ao vivo no São Luiz, para o Cómicos de Garagem, em 2008.
Sim, somos mais uma vez notícia e, desta vez, não é por termos sido avistados a correr nús no Marquês de Pombal.